sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

lagrima

Lagrima no canto dos olhos;

Distancia que não cabe no peito;

Estradas e passos;

Rumos e desarrumos;

Meus livros ,cinzeiro,esqueiro;

Tudo me lembra o que quero esquecer;

Pedaços de mim que juntei;

Canções de amor que jurei;

Tentei desamar tentei;





quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Carinho e Cuidado.

a flor se eternizou;

em foto e em memória;

a mão respirou aberta suavemente junto as pétalas;

para que não partisse antes da chegada;

os cravos rente a pele sem dor ;

anestesiado pelo fato de ali existir ;

significado que o coração sente e não fala;

nem precisa;

a mistura do humano e do sagrado ;

presente materializado;

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Amor inteiro.

Saudades do amor inteiro ;

O amor sem reservas ,sem pudores ;

Amor com cartas e flores;

Gritando eu te amo do portão;

Desafinando na minha janela com o violão;

Enchente nos olhos ,terremoto nas mãos ;

Sem medo da chuva e com os pés no chão;

Não deixo nunca mais esse amor passar como verão;

Românticos são bobos ,são tolos.







terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Ser vivente

Pés descalsos ,olhos pela gente ;

Infinita fé visível do que não se ver ;

Invisível que se vê e que se sente;

Mãos abertas na ânsia de eterna doação;

Busca da ancora da alma em qualquer estação;

Mistérios do ser vivente nos ares.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Finito tempo

Tanto tempo tive ,que achei que as horas seriam infinitas;

Pois é não duraram para sempre;

Agora, sem o tempo que passou;

Sem o adeus ;

Sem o restinho do ultimo momento;

Nem alento me sobrou;

Se foi como folha leve ao vento;

E o eu te amo preso aqui dentro;

Sorriso eterno na foto e medo de te perder em memória.

Lente que mente

Mãos àbeça ,me apertam;

Me levam para onde ¿¿

Me apertam para onde ¿

Escorre entre os dedos os erros e a ausência de olhar ;

Olhar sem esbarrar ,e assim profundamente ver;

O descuido é a lente que mente ;

Preciso de pausa e calma para alcançar o recomeço.


sábado, 22 de janeiro de 2011

Risco do piso.

Moeda no canto do risco do piso.

Riso, gente pela casa;

Casa pela gente ;

Ando só nos corredores;

Dores ainda não descoberta;

Cobertores sem valores ;

Me escondo neles;

Escuro la dentro;

Aqui dentro é claro ,escuro e azul

Esconderijo secreto ,a alma apela.


O Silêncio

Palavras caladas.

Apertam o peito;

Traz medo;

A dor de ruídos guardados ;

Paraliza o coração;

Agonizam no ventre querendo viver :

É dor de parto sem nascer:

Palavras lançadas não voltam atraz:

O Silencio também .


Madeira,mãos,lenços.


Me encontrar em cantos;

E descobrir que sou tantos ;

Me engano ,fujo.

Me curvo no pé da mesa em prantos ,

Madeira ,mãos ,lenços ;

Abrigo seguro sem mascaras e caras ;

Conheço tão pouco de mim que me poupo;

Posso ser eu finalmente.

Embrulhos ao contrario

Transformo tudo em transtorno;

Reformo tudo e morro;,

Subo o morro com medo de morrer;

E ainda assim morro;

Subo no topo ,deito e inclino meus olhos pra trás ;

Pronto . Tudo de cabeça pra baixo.

Para ver se desabo e se tem espaço para o barro;

Morro de rir ao ver as pessoas e os embrulhos ao contrario;

Brinco de ser criança e morro de ser feliz,

Seus passos.

Virei rua ,virei muro na ânsia de te ver:

Meus pés farejam seus passos ;

Devem ser largos ,pois não te alcancei:

O teto virou lua :

Fiquei desnuda ,sou tua e não te contei:

Medo da imensidão que são seus olhos:

Até onde podes mais me revirar:

As flores estão a enfeitar a sala