Tem pessoas que tem o dom de nos trazer de volta ,outras nem entende o verso;
Vontade de ficar perto sem sexo ;
Sentir o cheiro no travesseiro ;
Ver o dia passar sem medo ;
Desejo de amar com sabor de desespero ;
Confundir as palavras e fazer novo espelho;
Sentar no chão e comer fruta verde;
Olhar nos olhos amor.
sexta-feira, 30 de dezembro de 2011
quarta-feira, 20 de julho de 2011
Dias assim:
Tem dias assim;
Amizades avessas, calamidades estreitas;
A mentira discreta e o amor a espera;
Fazendo-me personagem escolho sair de cena ;
Prefiro o anonimato a viver falsas verdades;
A espera na janela está a mochila e a coragem de voar;
Sair do meu palácio e experimentar novos olhares;
Ficar no meu colchão nada de novo então;
Tento disfarçar mas a vida me entrega.....
quarta-feira, 18 de maio de 2011
Entranhas
Toque das maos ,possuindo sem ter;
Sendo intenso .denso .imenso dentro de mim;
A quanto tempo nem me lembro;
Quantos mundos me impedi;
Ao meu alcance viver;
Ando só vagando em estradas estranhas ;
Entranhas da alma que nem sei.
PALAVRAS
Palavras caladas.
Apertam o peito;
Traz medo;
A dor de ruídos guardados ;
Paraliza o coração;
Agonizam no ventre querendo viver :
É dor de parto sem nascer:
Palavras lançadas não voltam atraz:
O Silencio também .
terça-feira, 12 de abril de 2011
LUTO.
Meu coração anda tentando alcançar alento;
Atento presta atenção na multidão que corre ;
Existirá o podium da chegada ?
Onde andarás a melodia que fugiu de mim sem eu perceber?
Nas calçadas os descalços;
Sem calçados ,chão nos pés ;
O presente amordaça já antes visto ,repete o passado esquecido;
A noite o céu acende as estrelas ;
Mas quando esta nublado,a ditadura da escuridão prevalece;
Escuridão no silencio dos bons dos ``bonzinhos ``;
Céu estrelado na boca dos que não são alienados;
Inocentes a mercê de ouvir o que é absurdo;
Luto.
quarta-feira, 30 de março de 2011
trancas sem chaves.
O que tenho na mão vale mais que o coração;
Presos em nós mesmo andamos sem rumo ;
Tudo que é proprio meu se perdeu;
Em meio as trancas sem chaves ;
Vou me enchendo de outros ``eus``;
Meu olhar para outras janelas é invejoso;
A vida do vizinho é melhor que a minha;
Os valores que meus antepassados me passaram;
Agora são cobertores sem valores;
O olhar embaçado ainda enxerga o que nao se vê;
Meu rosto no espelho ,meus traços ,rastros que deixei e que nao são meus;
Ando com meus pés ou me guio com meus sapatos ;
A trilha da vida nao sou eu que faço;
Recordações de principes ,fadas e condão;
Me perco de mim ,sem me possibilitar ser quem sou;
Corro por ai ,livre prisão;
O sorriso solto da criança me constrange;
Aonde quer que eu vá, carrego tudo que finjo ;
Carrego tudo que tenho fingindo ter;
Exceto lagrimas ...................
Presos em nós mesmo andamos sem rumo ;
Tudo que é proprio meu se perdeu;
Em meio as trancas sem chaves ;
Vou me enchendo de outros ``eus``;
Meu olhar para outras janelas é invejoso;
A vida do vizinho é melhor que a minha;
Os valores que meus antepassados me passaram;
Agora são cobertores sem valores;
O olhar embaçado ainda enxerga o que nao se vê;
Meu rosto no espelho ,meus traços ,rastros que deixei e que nao são meus;
Ando com meus pés ou me guio com meus sapatos ;
A trilha da vida nao sou eu que faço;
Recordações de principes ,fadas e condão;
Me perco de mim ,sem me possibilitar ser quem sou;
Corro por ai ,livre prisão;
O sorriso solto da criança me constrange;
Aonde quer que eu vá, carrego tudo que finjo ;
Carrego tudo que tenho fingindo ter;
Exceto lagrimas ...................
sexta-feira, 25 de março de 2011
Dia triste.
Cinzas na estrada,cabine queimada;
Corpo estendido na estrada ;
Luto pela morte ,euforia pela comida;
Multidão ,braços e pernas em direção ao desarrumo;
O` desluto ``, a vantagem no absurdo;
Quem consegue pegar mais ,é mais feliz;
O meu olhar na janela é solitário.....
quarta-feira, 16 de março de 2011
Ao alcance das maos.
Gigante ,crescente aqui ;
Água ardente vigilante embriagante;
Memória seletiva por assim querer;
Noite de chuva com você;
Ilusão a dois, solitude a sós ;
Saliva, cheiro, medo;
Qualquer chão é colchão ;
Qualquer céu é seu;
As estrelas ao alcance das mãos ;
Embrulhadas para presente me deu.........
terça-feira, 8 de março de 2011
Longe dos teus olhos.
Ando tentando;
Achar uma forma de não pensar;
De não recordar do seu cheiro na foto;
De viver longe dos teus olhos;
De aprender a já não ter mais a ingenuidade do inicio;
De não esperar você ligar;
Medo do amanhecer triste estridente;
A distancia é áspera e penetrante;
Inóspito o coração aqui dentro;
Nas ruas são tantas vidas a perambular;
Estou a observar........
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
Essencial
Essencial por dentro ;
Cores pintadas com as mãos;
Tudo imediato tão rápido;
O espetáculo da vida me faz protagonista;
As paisagens são tantas passam depressa na janela;
Queria poder alcançá-las;
O carinho que neguei,a palavra doce que ocultei;
Um pedido a fazer ,volte tal cena como um replay;
As cortinas se abrem e se fecham sem eu perceber......
sábado, 5 de fevereiro de 2011
Eterno céu. (a pedidos ....temática cristã)
Fiquei tão próxima tão perto do sagrado;
Que o chão rente a humilhação das pedras lançadas,
Eram figurantes da cena ;
Conheci o olhar do protagonista do eterno céu;
Permanece ali em silencio;
Artista plástico faz do chão sua tela;
Risca o chão como quem quer anunciar muitas cores;
O tempo parece não subsistir;
Vida pública que me constrange.
Voz da infância.
Mãos firmes me ajudam;
Empurram a velha monark;
Que era emprestada e toda surrada;
Meu corpo se desequilibra ;
Mas a voz diz ;pedala,pedala....;
Ando precisando ouvir essa voz;
Ganhar mais equilibrio;
Pedalar forte na vida sem medo de cair;
Segurar firme no guidon ;
E deixar que a voz da infância grite assim:
Vai ,vai ....acredita,acredita....pedala forte !
Ouvindo isso é impossível não prosseguir.
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
Amor no fim.
Amor no fim;
Tanto esperei ;
O sentimento era só meu;
Não sustentei sozinha;
Grande demais,pesado demais;
Necessito de par;
Ouvir eu tambem quando se diz que ama;
O sentido se perdeu na ausência;
Uma parte de mim dói ;
Outra parte se foi com o não dito e com o dito na hora incerta;
Saudades do amor no começo ;
Fico sem versos para o final;
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
Não sei amar sem amor.
Não sei amar sem amor;
É preciso compor todos os dias ;
Um amor de novela;
Com foto na tela;
Daquele clichê que todo mundo espera;
Um amor que não deixa a sala vazia;
E que é musica , carta e poesia;
Que me leva pra casa;
Com pétalas na cama;
E que não espera pra dizer que ama;
A colheita da fruta madura não espera;
E o tempo passa ....
E o tempo passa ....
E eu não sei amar sem amor.
sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
lagrima
Lagrima no canto dos olhos;
Distancia que não cabe no peito;
Estradas e passos;
Rumos e desarrumos;
Meus livros ,cinzeiro,esqueiro;
Tudo me lembra o que quero esquecer;
Pedaços de mim que juntei;
Canções de amor que jurei;
Tentei desamar tentei;
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
Carinho e Cuidado.
a flor se eternizou;
em foto e em memória;
a mão respirou aberta suavemente junto as pétalas;
para que não partisse antes da chegada;
os cravos rente a pele sem dor ;
anestesiado pelo fato de ali existir ;
significado que o coração sente e não fala;
nem precisa;
a mistura do humano e do sagrado ;
presente materializado;
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
Amor inteiro.
Saudades do amor inteiro ;
O amor sem reservas ,sem pudores ;
Amor com cartas e flores;
Gritando eu te amo do portão;
Desafinando na minha janela com o violão;
Enchente nos olhos ,terremoto nas mãos ;
Sem medo da chuva e com os pés no chão;
Não deixo nunca mais esse amor passar como verão;
Românticos são bobos ,são tolos.
terça-feira, 25 de janeiro de 2011
Ser vivente
Pés descalsos ,olhos pela gente ;
Infinita fé visível do que não se ver ;
Invisível que se vê e que se sente;
Mãos abertas na ânsia de eterna doação;
Busca da ancora da alma em qualquer estação;
Mistérios do ser vivente nos ares.
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
Finito tempo
Tanto tempo tive ,que achei que as horas seriam infinitas;
Pois é não duraram para sempre;
Agora, sem o tempo que passou;
Sem o adeus ;
Sem o restinho do ultimo momento;
Nem alento me sobrou;
Se foi como folha leve ao vento;
E o eu te amo preso aqui dentro;
Sorriso eterno na foto e medo de te perder em memória.
Lente que mente
Mãos àbeça ,me apertam;
Me levam para onde ¿¿
Me apertam para onde ¿
Escorre entre os dedos os erros e a ausência de olhar ;
Olhar sem esbarrar ,e assim profundamente ver;
O descuido é a lente que mente ;
Preciso de pausa e calma para alcançar o recomeço.
sábado, 22 de janeiro de 2011
Risco do piso.
Moeda no canto do risco do piso.
Riso, gente pela casa;
Casa pela gente ;
Ando só nos corredores;
Dores ainda não descoberta;
Cobertores sem valores ;
Me escondo neles;
Escuro la dentro;
Aqui dentro é claro ,escuro e azul
Esconderijo secreto ,a alma apela.
O Silêncio
Palavras caladas.
Apertam o peito;
Traz medo;
A dor de ruídos guardados ;
Paraliza o coração;
Agonizam no ventre querendo viver :
É dor de parto sem nascer:
Palavras lançadas não voltam atraz:
O Silencio também .
Madeira,mãos,lenços.
Me encontrar em cantos;
E descobrir que sou tantos ;
Me engano ,fujo.
Me curvo no pé da mesa em prantos ,
Madeira ,mãos ,lenços ;
Abrigo seguro sem mascaras e caras ;
Conheço tão pouco de mim que me poupo;
Posso ser eu finalmente.
Embrulhos ao contrario
Transformo tudo em transtorno;
Reformo tudo e morro;,
Subo o morro com medo de morrer;
E ainda assim morro;
Subo no topo ,deito e inclino meus olhos pra trás ;
Pronto . Tudo de cabeça pra baixo.
Para ver se desabo e se tem espaço para o barro;
Morro de rir ao ver as pessoas e os embrulhos ao contrario;
Brinco de ser criança e morro de ser feliz,
Seus passos.
Virei rua ,virei muro na ânsia de te ver:
Meus pés farejam seus passos ;
Devem ser largos ,pois não te alcancei:
O teto virou lua :
Fiquei desnuda ,sou tua e não te contei:
Medo da imensidão que são seus olhos:
Até onde podes mais me revirar:
As flores estão a enfeitar a sala
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